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A Psicologia, Freud e Jung

Psicólogo by JS Treinamentos & CoachingEm meus estudos mais profundos na área da Psicologia tive obrigatoriamente que passar por Freud e Jung.

Sobre Freud, apesar do seu brilhantismo acadêmico e do belo trabalho que desempenhou ao lidar com pessoas neuróticas, incluindo histeria ou os próprios distúrbios neuróticos e sabendo que a doença mental era um campo atrasado na medicina no século XIX, em conhecimento e tratamento, confesso sentir certa antipatia por algumas de suas interpretações.

Mas, apesar de toda a controvérsia sobre o seu trabalho não se pode deixar de reconhecer os méritos do pai da Psicanálise. Por exemplo, conta a história que antes de Freud doentes mentais eram acorrentados e imersos em água gelada. Acreditava-se que as doenças mentais tinham raízes causadas por lesão cerebral apenas, ideia compartilhada por Freud até o seu encontro com o francês Jean Martin Charcot, autoridade mundial em distúrbios nervosos, em 1885 em Paris.

Charcot realizava experimentos colocando pacientes histéricos sob hipnose. Estas experiências provocaram um profundo impacto nas idéias de Freud que iniciou uma longa exploração sobre a psique. Surge uma nova perspectiva: as doenças poderiam ser causadas por idéias. Este foi o seu maior aprendizado com Charcot.

Charcot hipnotizou pessoas e provou que é possível sugerir idéias ao hipnotizado e criar um sintoma físico. Sua  ideia principal era que haveria crenças em algum nível da mente que tinham fortes ligações com os sintomas que as histerias apresentavam. Em outras palavras, não estaria apenas no corpo, mas também na mente ou na segunda mente o que Freud passou a chamar de inconsciente, um dos conceitos determinantes do século XX.

Bem, mas o meu propósito aqui não é falar sobre a obra de Freud. Eu queria na verdade era declarar a minha simpatia pela obra de Jung. O psicanalista suíço é conhecido mundialmente por elaborar uma variação sobre a obra de Freud e a psicanálise. Ele interpretou formas primitivas da nossa mente e criou teorias de arquétipos que explicam nosso comportamento e nossa busca por autoconhecimento. Muito interessante sua obra.

O artigo está ficando longo demais e eu gostaria de me despedir deixando um de seus pensamentos.

“Tenho visto as pessoas tornarem-se freqüentemente neuróticas quando se contentam com respostas erradas ou inadequadas para as questões da vida. Elas buscam posição, casamento, reputação, sucesso externo ou dinheiro, e continuam infelizes e neuróticas mesmo depois de terem alcançado aquilo que tinham buscado. Essas pessoas encontram-se em geral confinadas a horizontes espirituais muito limitados. Sua vida não tem conteúdo ou significado suficientes. Se têm condições para ampliar e desenvolver personalidades mais abrangentes sua neurose costuma desaparecer.” Carl Jung

JulioAutor: Julio Panzariello

Coach Profissional, Fundador e Diretor-Executivo da JS Treinamentos & Coaching, já capacitou mais de 1.50o profissionais na área de varejo, contribuindo para o aumento de resultados das pessoas, times e empresas. Julio possui larga experiência corporativa nas áreas de Auditoria, Controladoria e Marketing, tendo atuado em grandes empresas nacionais como Banco Nacional, Banco Bozano, Simonsen, Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga e multinacionais como Atlantic Richfield Company.

 

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