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Psicologia Positiva

Desde a Antigüidade Clássica a Felicidade tem sido tema de debates e reflexões filosóficas e religiosas. Da mesma forma, nomes fundamentais da Psicologia – Abraham Maslow, Carl Rogers, Carl Jung, Albert Bandura, Gordon Allport e outros – se dedicaram a investigação das emoções positivas. Portanto, a grande contribuição da Psicologia Positiva não é ter inventado o estudo da Felicidade, mas tê-lo desenvolvido em bases científicas.

Para incluir a pesquisa da felicidade no campo das ciências, a Psicologia Positiva utiliza-se tanto de métodos tradicionais da investigação psicológica quanto do que há de mais avançado no campo das neurociências para o estudo das emoções e do comportamento humano. É dessa forma que a Psicologia Positiva opta pelo caminho da investigação empírica, respeitando os rigores da metodologia científica e baseando suas análises em dados concretos.

A Psicologia Positiva é, portanto, o estudo científico das potencialidades e das virtudes que habilitam os indivíduos, os grupos e as sociedades a viverem de maneira saudável. Constitui-se como um ramo da ciência psicológica baseado na crença de que é possível identificar, compreender, desenvolver, promover e cultivar os mecanismos necessários para viver-se de maneira significativa e satisfatória.

Ao contrário do que muitos possam pensar à primeira vista, Psicologia Positiva não é a mesma coisa que pensamento positivo! Os resultados obtidos pela Psicologia Positiva confirmam a idéia de que os pensamentos “negativos” ou “realistas” também exercem papel essencial na construção de uma vida saudável. É essa visão abrangente e integradora da psicologia Positiva que estabelece a diferença entre ela e formas genéricas de apologia do termo “positivo” em campos como a auto-ajuda, por exemplo. Diferentemente dos apologistas da “smiley face”, os psicólogos positivos distingüem a importância do conhecimento de assuntos sombrios e espinhosos como a depressão e a miséria para o entendimento da felicidade. E, ainda, é em função de sua objetividade científica que a Psicologia Positiva não deve ser confundida como a fonte de uma receita para a felicidade.

Se entre os principais objetivos da Psicologia Positiva está o conhecimento daquilo que vivenciamos como felicidade é porque, em última instância, isso favorece as condições necessárias para que as pessoas possam viver uma vida plena a partir de suas próprias escolhas. Para escolher é preciso conhecer as possibilidades, e a Psicologia Positiva tem realizado muitas descobertas sobre o que é possível em termos de felicidade. Algumas descobertas se aproximam da sabedoria do senso comum, outras dos ensinamentos filosóficos, algumas das tradições religiosas, mas muitas têm revelado o quão pouco sabíamos sobre o que tanto desejamos: a Felicidade!

Este texto faz parte da minha pesquisa em Psicologia e pertence a Angelita Corrêa Scardua. Angelita é Mestre em Psicologia Social pela USP/SP e especialista em Psicologia Junguiana pela PUC.

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