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As simples disciplinas

O grande Mestre Jim Rohn não caminha mais entre nós neste planeta, mas seu magnífico trabalho pode ser admirado até os dias atuais. Estive pensando o que poderia acrescentar sobre Jim e acredito que o que ele mais gostaria que fosse publicado seria a propagação dos seus ensinamentos. Aprendi com o Sr. Jim que não devemos reter informações que podem ajudar a transformar a vida das pessoas.

Um desse ensinamentos fala a respeito da disciplina de se forçar a fazer o que, muitas vezes, parece ser óbvio, mas que as pessoas não fazem. Sobre o assunto sucesso Rohn dizia o seguinte: “Faça as coisas fáceis. O que é necessário para ser bem sucedido é realmente muito fácil. As simples disciplinas que precisamos para ter sucesso, em si, são realmente óbvias. Difícil é vivenciar o divórcio, ataque cardíaco, falência, fracasso, sofrimento, decepcionar a família, isso é difícil. Simples disciplinas de sucessão são fáceis.”

Mas Jim era perseguido pela seguinte pergunta: Se é tão fácil ser bem sucedido, porque não temos mais pessoas de sucesso? E aqui Jim nos dá a chave-mestra: “Não negligencie as coisas fáceis.” Jim respondia que o que é fácil de se fazer, também é fácil de não se fazer. Ele afirmava que as pessoas de sucesso estavam dispostas a fazer coisas que os sem sucesso não estavam.

Eu te convido a refletir sobre o que parece ser óbvio e simples.

A palavra óbvio vem do latim obvius e significa tudo aquilo que é evidente, à vista, lugar-comum. Ela é formada de ob, que representa à frente; e de via, que significa caminho.

Assim, ela indica aquilo que está à nossa frente, sem ser segredo ou estar escondido, o que salta à vista. Grandes Mestres tem demonstrado enorme sabedoria ao apontar uma característica humana dos dias atuais: a de complicar o que é extremamente simples.

Assim criamos fórmulas, palavras mágicas, receitas e esquemas mil, para entender o que sempre esteve tão claro nas palavras dos sábios e nos livros sagrados. Por vezes, parece que a fuga do óbvio é fuga da responsabilidade. Responsabilidade de quem já sabe o que deve fazer, de quem já tem o conhecimento, mas deixa a ação, a mudança, a renovação sempre para amanhã.

Por que relutamos tanto em entender o óbvio? Será entendimento o que falta? Acredito que não. Nossa geração já tem entendimento e inteligência suficientes. O que falta é o movimento interior da mudança, de deixar as paixões negativas para trás. Viver de acordo com as lições dos Grandes Mestres e isso não é ser fanático religioso, extremista e cego. Não, de forma alguma. Devemos ser discretos, porém atuantes e firmes nas nossas ações.

Por exemplo, não deveríamos enxergar Jesus como um santo, que serve apenas para ser adorado. Já passamos desse tempo. Hoje é tempo de vê-lo como um exemplo, um referencial, num mundo onde as referências são tão pueris…

A lição de Rohn é o óbvio. O óbvio tão necessário para acalmar nossas mentes angustiadas com as incertezas do mundo. É via segura à nossa frente, conduzindo à tão sonhada felicidade.

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