Blog

Como Michael Phelps superou seu diagnóstico de TDAH

Publicação 16 ago 2016 by JS Treinamentos & CoachingAos 31 anos, Michael Phelps possui uma carreira surpreendente como nadador olímpico. Com um feito inédito de 23 medalhas: dezenove de ouro, duas de pratas e duas de bronze. Agora ele é o atleta olímpico mais condecorado de todos os tempos.

A luta com o diagnóstico de TDAH

Mas o caminho para as olimpíadas do Rio de Janeiro não foi um caminho nada fácil para Phelps e seus pais. Michael era muito inquieto e tinha muita dificuldade para se concentrar na sala de aula quando estava na sexta série. Seu pediatra o diagnosticou com TDAH e receitou ritalina. Michael tomou a medicação durante vários anos e o medicamento parecia estar ajudando. Aos treze anos, Michael se conscientizou de que estava usando a medicação como uma muleta, mesmo que a droga fizesse com que ele ficasse menos hiperativo durante as aulas. Então ele chegou à conclusão de que se conseguisse fazer com que sua mente controlasse o seu comportamento, isso poderia ajudá-lo a se livrar da medicação.

Em sua autobiografia, No Limits, Phelps descreveu que se sentiu humilhado uma vez em que o professor parou a aula para lembrá-lo de tomar o seu comprimido de ritalina. Phelps conseguiu se concentrar, resolveu todas as questões escolares, se envolvia nos trabalhos em grupo, mas precisou tomar a medicação estimulante por vários anos.

Ritalina era uma muleta

Phelps sentia que a ritalina era uma muleta em sua vida, então decidiu usar sua mente para se concentrar e se controlar na sala de aula. Phelps descobriu que nadar ajudava a controlar sua energia e o impedia de ficar tão inquieto. Foi assim que Michael, com a ajuda de seu psicólogo, conseguiu se livrar aos poucos da medicação: ele aprendeu a usar o poder da sua mente para se concentrar em seu trabalho escolar e se controlar em sala de aula.

“Ele nunca vai obter sucesso em qualquer coisa que faça”, disse seu professor:

O professor de Michael falou para sua mãe que o filho dela nunca obteria sucesso em qualquer área de sua vida sem a ritalina, pois sem a medicação ele não iria conseguir se concentrar em nada por muito tempo. A partir de então sua mãe também passou a se preocupar com a interrupção do uso da medicação.

Michael Phelps desafiou o seu professor e suas previsões sombrias ao se tornar o atleta mais condecorado na história dos Jogos Olímpicos. Ele encontrou na natação uma solução para liberar a energia vigorosa que o deixava inquieto. Ele aprendeu a auto disciplina através da prática da natação, se esforçou para isso e conseguiu.

Phelps não era um menino mentalmente transtornado, era apenas um menino com muita energia

É claro que Michael Phelps tinha um dom excepcional para ser um atleta e isso ajudava a aumentar a sua autoconfiança, o que fez com que ele superasse o rótulo de TDAH. Mas mesmo com os seus dons excepcionais para a natação, Phelps não conseguiria vencer o problema caso realmente fosse de origem biológica, baseado em um defeito cerebral. Muitas vezes, quando os pais são confrontados com um diagnóstico de TDAH, eles são levados a acreditar que a medicação seja a única solução, no entanto, existem outras opções que podem funcionar como, por exemplo, os esportes e a dieta. Michael Phelps é a prova disso.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

Sem comentários.

Postar um comentário